Dentista preso injustamente pede indenização e é condenado a pagar R$ 479 mil ao Estado
Ele passou sete meses no isolamento por um crime que não cometeu e agora recebeu essa notícia devastadora. Você concorda com essa decisão?
O dentista André Luiz Medeiros Biazucci Cardoso viveu o pior pesadelo de sua vida ao ser acusado de crimes bárbaros que jamais cometeu. Em 2013, ele foi apontado como um estuprador em série e apresentado algemado à imprensa em Belford Roxo, no Rio de Janeiro.
Sete meses de isolamento e humilhação
André passou 210 dias atrás das grades, enfrentando o isolamento total e o pavor de ser condenado por sete estupros. A injustiça destruiu sua carreira e abalou profundamente sua saúde psicológica, deixando marcas terríveis que o acompanham até os dias de hoje.
A liberdade só veio após exames de DNA provarem que ele não era o autor dos crimes. Gravações de segurança e depoimentos reforçaram que ele nem estava no local dos ataques, obrigando o Ministério Público a finalmente reconhecer sua inocência e pedir a soltura imediata.
O golpe final da Justiça fluminense
Ao buscar reparação e uma indenização de R$ 4 milhões pelo erro estatal, André recebeu um novo golpe devastador. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido, alegando que o Estado só pagaria se houvesse uma condenação final antes da absolvição.
Como se não bastasse a dor da prisão indevida, a Justiça condenou o dentista e sua família a pagarem as custas do processo. O valor é revoltante: André agora deve R$ 478,9 mil em honorários para a Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro, o mesmo Estado que o prendeu por erro.
Inconformada, a defesa do dentista recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos por violação de garantias fundamentais. Eles questionam como uma vítima pode ser obrigada a pagar uma fortuna para o sistema que roubou sua liberdade injustamente.
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