Idosa processa Ypê em R$ 765 mil após internação em UTI por bactéria em detergente contaminado

Idosa processa Ypê em R$ 765 mil após internação em UTI por bactéria em detergente contaminado

Uma simples lavagem de louça quase custou a vida desta senhora de 92 anos. Você teria coragem de usar esse produto na sua casa hoje?

Drama na cozinha: idosa sobrevive ao pior

O que era para ser uma rotina doméstica virou um pesadelo para uma idosa de 92 anos em Mauá, São Paulo. A consumidora moveu uma ação judicial pesada contra a gigante Ypê após ser vítima de uma contaminação severa. Ela alega que o uso de um detergente líquido da marca foi o estopim para uma infecção que quase a levou à morte.

Quinze dias de agonia na UTI

Segundo os detalhes chocantes do processo, a idosa enfrentou 15 dias de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a uma infecção urinária gravíssima. A situação foi tão crítica que, ao receber alta, a paciente precisou continuar o tratamento fazendo uso de uma sonda urinária, carregando as marcas do trauma físico e emocional.

A bactéria invisível nos produtos Ypê

A defesa da idosa sustenta que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em lotes dos produtos. Vale lembrar que a Anvisa já havia suspendido lotes de detergentes e lava-roupas da marca por suspeita de contaminação. O caso agora tramita na 4ª Vara Cível de Mauá, onde a vítima exige R$ 765 mil de indenização por danos morais e materiais.

A resposta da empresa diante do escândalo

Em sua defesa, a Ypê nega qualquer responsabilidade direta pelo estado de saúde da idosa. A fabricante argumenta que não existem provas científicas de que a bactéria no detergente causaria tal infecção, afirmando que o microrganismo é comum no ambiente. Além disso, a empresa questiona se o frasco usado pertencia realmente aos lotes que sofreram recall.

Guerra judicial e recall preventivo

A companhia afirma que agiu de boa-fé ao realizar um recall voluntário assim que detectou desvios microbiológicos. Enquanto a Ypê se defende citando normas do STJ, a família da idosa luta para provar que a negligência no controle de qualidade foi o que causou todo o sofrimento. O desfecho dessa batalha bilionária ainda aguarda decisão da justiça paulista.

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