Caixa de sapato e Pix: Ex-diretora de presídio delata rota de propina de R$ 2 milhões para ex-deputado Uldurico Jr e cita Geddel como “chefe”
A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, que ocupou o cargo por nove meses e hoje está em prisão domiciliar, fez uma delação premiada explosiva. Ela detalhou um esquema de corrupção que envolvia o ex-deputado federal Uldurico Júnior. Ele foi preso pela Polícia Federal na última quinta-feira.
O esquema das “duas rosas” e a facilitação de fugas
Segundo a delação, Uldurico indicou Joneuma para o cargo justamente para facilitar interesses ilícitos. O principal acordo era a facilitação da fuga de lideranças da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) em troca de R$ 2 milhões. O valor era codificado como “duas rosas”.
O dinheiro serviria para quitar dívidas de campanha após a derrota de Uldurico nas eleições municipais de 2024 em Teixeira de Freitas. Durante a gestão dela, o líder da facção, Ednaldo Pereira Souza, o “Dada”, recebia visitas frequentes e a portas fechadas do ex-deputado. Os detentos da facção ganhavam privilégios absurdos como alimentação diferenciada e eletrodomésticos.
Privilégios e a fuga de 16 detentos em Eunápolis
Houve até a realização de um velório dentro da unidade prisional para membros da facção. A fuga em massa aconteceu no dia 12 de dezembro de 2024, antecipada por causa de vazamentos sobre uma possível intervenção. Os presos usaram furadeiras para romper o teto das celas.
Eles contaram com apoio armado de fora do presídio para concluir a ação. No total, 16 detentos escaparam da unidade de Eunápolis. O caso gerou grande repercussão e revelou a profundidade do esquema de corrupção no sistema prisional.
Caixas de sapato e transferências via Pix
Sobre a propina, cerca de R$ 170 mil foram pagos como adiantamento. Joneuma contou que o dinheiro em espécie era entregue dentro de caixas de sapato, em residências de familiares de Uldurico e em frente a hotéis. O Ministério Público também encontrou transferências via Pix para contas ligadas ao ex-deputado.
Menção a Geddel Vieira Lima e a defesa do ex-ministro
A delação ainda cita o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Joneuma relatou que Uldurico dizia que metade da propina (R$ 1 milhão) iria para Geddel, tratado por ele como “chefe”. Mensagens interceptadas mostram Uldurico nervoso ao ser cobrado sobre o pagamento das “rosas”.
Geddel negou qualquer envolvimento em entrevista exclusiva. Ele afirmou que sua relação com Uldurico era apenas partidária e que seu nome foi usado indevidamente para acobertar crimes. O que você acha dessa delação com caixas de sapato e Pix? Conta nos comentários e marca quem precisa saber dessa história!