O coveiro de São Paulo: justiceiro que matou mil bandidos vira tema de livro explosivo
Um relato perturbador sobre Herculano, o homem que transformou a vingança em profissão nas ruas da Grande São Paulo.
O jornalista Acir Filló acaba de lançar uma obra que promete estremecer o mercado editorial e a opinião pública brasileira. O livro, intitulado O Coveiro de São Paulo: Eu Matei Mais de Mil Pessoas, publicado pela editora Alcance, mergulha na trajetória sangrenta de um homem conhecido pelo codinome Herculano. Segundo o autor, este suposto justiceiro teria passado cerca de duas décadas executando criminosos na região da Grande São Paulo, acumulando um número estarrecedor de vítimas ao longo de sua vida clandestina.
A narrativa reconstrói meticulosamente a vida de Herculano, desde os seus primeiros anos de infância até o momento em que cometeu seu primeiro homicídio, com apenas 16 anos de idade. O autor descreve o personagem como um reflexo da brutalidade urbana e de um sistema falho que gera justiceiros nas sombras. De acordo com Filló, o personagem pediu expressamente para manter sua identidade real sob sigilo absoluto, temendo represálias após o detalhamento de crimes que chocaram o submundo paulista e as autoridades locais.
O contexto da obra ganha ainda mais peso pelo histórico polêmico de seu autor. Acir Filló foi preso na penitenciária P2 de Tremembé no ano de 2017, local conhecido por abrigar presos de alta periculosidade e grande repercussão midiática. Foi nesse ambiente de confinamento forçado que ele colheu os relatos e as observações que servem de base para suas publicações, aproximando-se da realidade crua do sistema prisional paulista e das histórias de vida dos condenados.
Durante seu período em Tremembé, o jornalista teve contato direto com nomes emblemáticos da crônica policial brasileira, como o ex-médico Roger Abdelmassih, além de Alexandre Nardoni, Christian Cravinhos e Gil Rugai. Essas conexões já haviam gerado polêmica anteriormente com o lançamento do livro Diário de Tremembé: O Presídio dos Famosos, em 2019, onde o autor revelou detalhes inéditos e graves, incluindo denúncias de que Abdelmassih teria obtido prisão domiciliar sob alegações de saúde supostamente falsas.
É importante ressaltar que a obra anterior de Filló enfrentou severas barreiras judiciais. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a proibição de circulação do livro decidida em primeira instância ainda em 2019, sob alegações de censura e violação de direitos de privacidade. Contudo, no ano de 2023, com o sucesso de séries sobre a penitenciária dos famosos, o interesse público pela rotina de criminosos conhecidos fez o livro voltar a circular intensamente nas redes sociais, reacendendo debates sobre o sistema carcerário.
Sobre seu novo protagonista, o autor define Herculano como a personificação de um país que clama por vingança em vez de justiça formal. Para Acir Filló, a história deste homem é um retrato fiel da violência vingativa que impera nas periferias e grandes centros urbanos. O autor argumenta que o livro não é apenas um relato de mortes em série, mas um debate necessário sobre a natureza da criminalidade e a resposta social violenta que surge na ausência do Estado.
Além deste lançamento impactante, o jornalista já planeja novos passos em sua carreira literária. Ele anunciou que pretende lançar uma segunda edição revisada do Diário de Tremembé e uma nova obra focada exclusivamente em casos de feminicídio. Durante seu tempo nas unidades prisionais, Filló entrevistou detalhadamente 105 homens que mataram suas companheiras, prometendo trazer à tona um debate profundo e grave sobre as motivações e o perfil psicológico desses criminosos em um futuro lançamento.
Diante de um relato tão brutal, fica a questão: você acredita que o surgimento de justiceiros é uma falha direta do Estado ou apenas fruto de uma sociedade violenta? Comente sua opinião abaixo.