Mãe foragida por tráfico é presa ao visitar o próprio filho em presídio no rio
Uma mulher procurada pela justiça ignorou o perigo e acabou caindo em uma armadilha armada pela própria polícia durante visita familiar.
O cenário da segurança pública no Rio de Janeiro foi marcado por uma reviravolta dramática no último sábado, dia 23 de maio de 2026. Uma mulher que estava sendo procurada pelas autoridades policiais acabou caindo em uma emboscada do destino ao tentar exercer seu papel de mãe. O caso ocorreu no coração do Complexo de Gericinó, em Bangu, uma das áreas mais vigiadas e emblemáticas do estado fluminense.
A acusada, identificada como Paula Santanna de Oliveira, de 50 anos, acreditava que passaria despercebida pelos rigorosos protocolos de segurança da Penitenciária Alfredo Tranjan. No entanto, o que ela não esperava era que sua liberdade estivesse com os dias contados devido a um mandado de prisão preventiva em aberto pelo grave crime de associação para o tráfico de drogas.
A operação que resultou na captura da foragida foi o desfecho de um trabalho minucioso de inteligência coordenado pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) em conjunto com a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol). As forças de segurança já monitoravam os passos da mulher há algum tempo, aguardando o momento exato para agir sem colocar em risco a ordem e a segurança do local.
De acordo com informações oficiais da Seppen, a prisão só foi possível graças ao intenso intercâmbio de dados entre os policiais penais da Subsecretaria de Inteligência e os agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Baixada Fluminense (DRFC-BF). Essa cooperação entre diferentes setores da polícia fluminense foi crucial para identificar o paradeiro da criminosa procurada.
No momento da abordagem, Paula Santanna de Oliveira tentava realizar os procedimentos padrões para visitar seu filho, que já se encontra custodiado naquela unidade prisional em Bangu. O contraste entre a intenção da visita e a vida pregressa da acusada chamou a atenção dos agentes, que efetuaram a prisão de forma rápida e precisa, sem dar qualquer chance de fuga ou resistência.
Após ser detida ainda nas dependências do presídio, a mulher foi imediatamente conduzida para a 34ª Delegacia Policial, situada estrategicamente no bairro de Bangu. Na unidade policial, os agentes deram cumprimento formal ao mandado de prisão preventiva que pesava contra ela, encerrando assim seu período de clandestinidade perante a justiça do Rio de Janeiro.
O caso reforça o alerta sobre a eficácia do monitoramento eletrônico e do cruzamento de dados biométricos nas portas das unidades prisionais cariocas. A acusada agora passará por todos os trâmites legais e será encaminhada novamente ao sistema prisional, mas desta vez não na condição de visitante, e sim para cumprir sua própria pena por associação ao tráfico.
A defesa de Paula Santanna de Oliveira ainda não se manifestou publicamente sobre a prisão ocorrida neste final de semana. Enquanto isso, ela permanece à disposição do Poder Judiciário em uma unidade prisional do estado, aguardando o julgamento e as próximas etapas do processo criminal que investiga sua participação ativa em organizações ilícitas na região.
Até onde deve ir o sacrifício de uma mãe? Você concorda que o sistema de inteligência foi impecável nesta captura? Comente sua opinião abaixo!