Expulsão humilhante: casal é filmado sob ordens do crime após supostos furtos em São Gonçalo
Imagens chocantes mostram o momento exato em que um casal é banido de uma comunidade sob ameaças e gritos de arrependimento forçado.
A pacata rotina do bairro Amendoeira, em São Gonçalo, foi sacudida por imagens perturbadoras que viralizaram neste sábado, dia 23 de maio de 2026. O vídeo registra o exato momento em que um casal, ainda não identificado, é sumariamente expulso da comunidade da Alma sob graves acusações de estarem cometendo roubos na localidade.
Nas gravações que circulam intensamente pelas redes sociais, o homem e a mulher aparecem caminhando de mãos dadas, descendo uma ladeira da região, enquanto são coagidos a gritar em coro uma frase de punição: “Nunca mais roubo na Alma”. A cena expõe o clima de tensão e o tribunal imposto na área, onde as leis estatais parecem ser ignoradas.
É possível ouvir nitidamente, ao fundo do registro audiovisual, a voz de um homem dando ordens diretas para que as vítimas não parem de repetir o mantra de confissão forçada. O tom de ameaça é constante, e o casal demonstra extrema vulnerabilidade enquanto é escoltado para fora dos limites da comunidade da Alma diante das câmeras de celulares.
Este episódio brutal não é um fato isolado na região de São Gonçalo. No início desta mesma semana, um cenário ainda mais violento foi registrado na comunidade do Risca Faca, onde duas mulheres foram severamente agredidas por traficantes locais. Elas foram acusadas de aplicar golpes na região e a punição resultou em ferimentos graves.
As vítimas do caso anterior no Risca Faca precisaram ser socorridas às pressas e encaminhadas para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), evidenciando a escalada de violência e a aplicação de penas cruéis por grupos que dominam o território. O estado de saúde detalhado das mulheres não foi atualizado até o fechamento desta edição.
Em relação ao caso do casal filmado na comunidade da Alma neste dia 23 de maio, a Polícia Militar informou oficialmente que não recebeu chamados para atender ocorrências dessa natureza no local. A ausência de denúncias imediatas reflete o medo que impera entre os moradores e envolvidos nesses incidentes violentos.
Por sua vez, a Polícia Civil foi procurada para esclarecer se houve algum registro formalizado na delegacia da região ou se uma investigação já foi aberta a partir das imagens publicadas. Até o presente momento, a corporação ainda não emitiu uma resposta oficial sobre os procedimentos que serão adotados para identificar os agressores e as vítimas.
Qual a sua opinião sobre o avanço desses tribunais paralelos que ignoram a lei oficial? Deixe seu comentário e compartilhe para que as autoridades vejam!