Eles usaram viaturas oficiais e criaram até um carnê de parcelamento para o crime de extorsão. Você ainda confia na polícia?
Um crime que deixou até os investigadores mais experientes de queixo caído aconteceu no coração de São Paulo. Agentes da Polícia Civil transformaram a sede da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Carapicuíba em um verdadeiro cativeiro improvisado para sequestrar e extorquir um cidadão.
O Sequestro e a Invasão
Tudo começou quando pelo menos oito homens invadiram a casa de Fábio Oliveira Silva em um condomínio fechado. Sem nenhum mandado judicial, eles levaram a vítima algemada enquanto o suposto líder do bando, um policial idoso e obeso conhecido como Bateria, gritava que a casa havia caído.
Dez Horas de Terror
Fábio foi levado para dentro da própria delegacia e mantido trancado em uma sala por dez horas seguidas. Enquanto isso, os policiais corruptos negociavam a liberdade dele com a família, exigindo o pagamento imediato de um milhão de reais para não forjarem um flagrante com drogas.
Pagamento na Padaria
O primo da vítima conseguiu reunir trezentos e três mil reais às pressas e entregou o dinheiro em uma padaria em Barueri. O mais absurdo é que os criminosos fardados levaram o dinheiro para dentro da unidade policial para contar as notas na frente da própria vítima antes de soltá-la.
O Carnê do Crime
Mesmo após receberem uma pequena fortuna, os policiais não ficaram satisfeitos e chegaram a criar um carnê manuscrito para que a vítima continuasse pagando parcelas do suborno. A farsa só acabou quando a Corregedoria entrou em ação e prendeu quatro servidores envolvidos no esquema armado.
A Queda da Quadrilha
Durante a operação, a polícia recuperou armas, documentos e dinheiro em reais e dólares com os acusados. Agora, os investigadores Tiago Henrique, Roberto Castelano, o escrivão João Ruper e o agente Diogo Prieto estão atrás das grades respondendo por extorsão qualificada e associação criminosa.
O que você acha dessa traição de quem deveria nos proteger? Conta nos comentários!
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