Delegado réu por morte brutal de PRF ganha cargo de alto escalão em Roraima e revolta famílias

Delegado réu por morte brutal de PRF ganha cargo de alto escalão em Roraima e revolta famílias

Um erro fatal em um hotel de Boa Vista destruiu uma vida e agora o acusado comanda a tropa. Como isso é possível?

Indignação: Acusado de matar policial vira diretor de departamento

O caso que chocou Roraima em 2018 volta à tona com uma reviravolta de tirar o fôlego e causar revolta na população. O delegado Paulo Henrique Tomaz Moreira, réu no processo por homicídio qualificado contra um agente federal, acaba de ser promovido ao topo da corporação.

Ele foi nomeado para o cargo de diretor do Departamento da Polícia Civil de Roraima, mesmo respondendo judicialmente pela morte do policial rodoviário federal Ivo Seixas Rodrigues. O crime aconteceu durante uma ação que muitos classificam como um verdadeiro pesadelo tático.

A tragédia no hotel: Um erro que custou uma vida inocente

Na fatídica noite de abril de 2018, Ivo Seixas estava em um hotel em Boa Vista com um objetivo pessoal: tentar reatar um relacionamento amoroso. Ele não sabia que aquela seria sua última viagem, interrompida por uma operação da Polícia Civil considerada desastrosa pelas autoridades federais.

A investigação da Polícia Federal, batizada ironicamente de Operação Farsa, apontou que o delegado e sua equipe agiram de forma terrível. O delegado Paulo Henrique chegou a ser preso na época, mas logo ganhou as ruas e, surpreendentemente, continuou ocupando funções gratificadas na instituição.

O grito por justiça e o silêncio das autoridades locais

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) já havia soltado notas de repúdio contra a permanência do delegado em cargos de chefia. A demora no julgamento, que já dura anos, é vista como um tapa na cara dos familiares da vítima que ainda clamam por justiça.

Enquanto o processo tramita lentamente na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Justiça Militar, o delegado agora dita as ordens no alto escalão. Até o momento, a Polícia Civil de Roraima não se manifestou sobre os critérios para essa nomeação polêmica que ignora o passado manchado de sangue.

Você acha correto um réu por homicídio comandar a polícia? Deixe sua opinião nos comentários!

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